quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fugindo da realidade




Vou tentando me encontrar com a saudade
Saudade maluca, insana ou desatenta
Não importa, nem um pouco, o que à sustenta
Preciso dela e ela de mim
Pra suportar qualquer dor
Pra curar qualquer amor
Pra suplicar pelo garoto, pela carta rasurada ou suspiro já perdido

E, vou sair



Eu vou sair


Não vou ficar mais aqui, te querendo
Não vou ficar mais nenhum minuto aqui, te esperando
Nem mais uma noite
Nem todos os dias
Estou querendo viver mais
Mesmo que seja menos feliz
Mesmo que seja menos intenso
Cada minuto, cada noite ou cada dia de todos os dias

domingo, 17 de abril de 2011

Meu par imperfeito

Você já não está tão bonito como antes;
Nem carrega consigo a maldade que tanto me atraia.
Agora é somente mais um a vagar pelas ruas;
Não espera por surpresas;
Não se incomoda com o comodismo.
Hoje você é o que um dia em temia que pudesse se tornar;
Apenas mais um.
Ou menos um em minha vida! Agora essa definição não mais importa.
Pelo menos não para nós.
Que nos tornamos tão indiferentes;
Talvez por termos sido tão inconseqüentes, cada vida se vagou.
Desviou-se, e a única coisa que ainda temos certeza é que o mundo não parou.
Ele nos leva e nos trás, separa e junta almas por ai;
Nos mostra o lado bom quando nossos olhos estão fechados e o mau já nos consome.

Mentes suicidas



Pelo simples fato de não querer mais estar aqui.
Não querer mais ouvir o que esperávamos não ser verdade.
Não ter que ver esses rostos que negam o tempo todo, tudo aquilo que é preciso.
Não precisamos de perguntas, Como vai? Como tá? Como foi?
Precisamos de respostas.
Mas que se dane tudo, se tudo não é nada.
Já não é mais nada...
Talvez um dia tenha sido o que hoje já não é.
Cansados de viver o perigo, ele já não mete medo.
Ele já não tira o nosso sossego.
Ninguém precisa viver sossegado nesse mundo desvairado.
À espera de sorrisos largos, que nos presenteiam com mares de lágrimas à todo o tempo.
Talvez nossas más companhias tenham se multiplicado e não nos acham tão interessantes como antes.
Se nem podemos responder àqueles que nos cercam, como poderemos nos justificar diante daquilo que nos aflige e sufoca. Nossa mente.
Ela simplesmente está pedindo pra morrer.